Greve geral: Sindicato dos pilotos não vai aderir à paralisação de 3 de junho
O presidente da estrutura sindical disse que a greve da próxima semana "não parece ter o 'timing' mais adequado", embora reserve o direito a mais ações de luta.
O presidente da estrutura sindical disse que a greve da próxima semana "não parece ter o 'timing' mais adequado", embora reserve o direito a mais ações de luta.
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
Em causa o pacote laboral, que representa um "grave retrocesso e um ataque direto aos direitos dos trabalhadores".
Sindicato garante que "todas as empresas de transportes" de norte a sul do País foram mobilizadas e que até já foram entregues os pré-avisos de greve. Em causa está a aprovação do pacote laboral.
Tiago Oliveira afirmou que a CGTP tem recebido adesões de várias estruturas sindicais e está a desenvolver trabalho diário em empresas e locais de trabalho para mobilizar os trabalhadores para a paralisação de 3 de junho.
O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.
Os enfermeiros rejeitam as “propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das ‘normas gravosas’ do código do trabalho”.
O STAL acusa o "Governo PSD-CDS, apoiado pelo Chega e IL", de tornar "muito pior" tudo o "que está mal na legislação laboral".
Com os bombos a marcar o ritmo, o desfile marcado por muitas faixas, bandeiras, cartazes, avançava ao som de palavras de ordem como: "A luta continua, nas escolas e na rua" e "Negociação Sim, imposição não".
Federação dos Sindicatos de Agricultura diz que em causa está "um ataque abrangente e retrógrado" aos direitos dos trabalhadores.
Numa metamorfose que merece estudo, André Ventura protagoniza uma conversão ideológica. André Ventura merece sobretudo um megafone emprestado pela CGTP e um lugar destacado na próxima greve geral.
O advogado falou sobre as propostas do Governo para a legislação laboral. O especialista em Direito do Trabalho sublinhou que o executivo deixou de fora a CGTP das reuniões e destacou que as propostas visam facilitar os despedimentos e a contratação a termo.
"Em vez de simplesmente dizerem que não gostam de nada e portanto nem sequer vão participar na discussão, que se juntem à discussão", desafiou Mariana Leitão.
No Serviço Nacional de Saúde (SNS) faltam atualmente cerca de 800 médicos de família, deixando cerca de 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído, e sublinha que muitos serviços essenciais, como urgências, continuam a encerrar.
Questionada ainda sobre as condições para se manter no cargo, a ministra assegurou que as tem, "enquanto o primeiro-ministro entender".
A CGTP acusou o Governo de ser "profundamente antidemocrático" e de ter uma atitude "anticonstitucional" ao convocar "reuniões paralelas" às reuniões plenárias de Concertação Social.