NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Para que não lhe escape nada, todos os meses o Diretor da SÁBADO faz um resumo sobre o que de melhor aconteceu no mês anterior.
NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Para que não lhe escape nada, todos os meses o Diretor da SÁBADO faz um resumo sobre o que de melhor aconteceu no mês anterior.
Álvaro Mendonça e Moura considera que o acordo "é globalmente positivo" para a agricultura portuguesa.
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) reiterou esta quarta-feira que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul é "globalmente positivo" para Portugal e recusou fazer política com o tema e a instrumentalização da organização.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAPDuarte Roriz
"Não estamos interessados em fazer política ou campanhas eleitorais e recusamo-nos a ser instrumentalizados", afirmou o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, ao ser questionado pelos jornalistas sobre a diferença de opiniões no setor sobre o acordo.
Álvaro Mendonça e Moura assinalou que a CAP quer "defender os seus associados e os agricultores", lembrando que estes são "quem cá fica no terreno, todos os dias, a lidar com os problemas da agricultura".
O dirigente falava em conferência de imprensa após uma reunião sobre o acordo do Mercosul e a proposta para a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) entre representantes de organizações da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) e a CAP, em Beja.
Considerando que o acordo do Mercosul "é globalmente positivo" para a agricultura portuguesa, Álvaro Mendonça e Moura salientou que este pacto "tem mais vantagens do que desvantagens", mas também "tem riscos" para o setor.
"Temos setores que serão claramente ganhadores, como o vinho, azeite, frutas e queijos", enquanto o acordo "pode ter impacto negativo no setor das carnes", que será controlável por vários motivos, entre os quais as cláusulas de salvaguarda, disse.
O presidente da CAP frisou que "cada um tem direito a ter as suas opiniões", mas admitiu que será necessário promover o esclarecimento e diálogo entre os agricultores sobre o acordo.
"Hoje, viemos a convite da FAABA e, a partir de agora, em todo o país, com os chamados conselhos consultivos regionais explicaremos não só o acordo do Mercosul, mas também a reforma da PAC, que me preocupa muitíssimo mais", sublinhou.
Ainda assim, Álvaro Mendonça e Moura reconheceu que "há uma insatisfação enorme e com toda a razão" no setor, por considerar que "a Comissão Europeia não tem prestado nenhuma atenção à agricultura".
"A Comissão parece que começou a dar sinais de querer corrigir algumas coisas, mas é preciso compreender que os agricultores se têm sentido completamente abandonados pela Comissão Europeia", acrescentou.
Na conferência de imprensa, o presidente da FAABA, Rui Garrido, disse que os agricultores que participaram na reunião ficaram mais informados em relação ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
"E parece que o acordo para Portugal poderá ser vantajoso, [ainda que] trará problemas, mas temos que fazer por isso", sublinhou.
O Conselho da União Europeia anunciou na sexta-feira a aprovação do acordo comercial com quatro países do Mercosul.
Este acordo vai ser assinado no sábado, no Paraguai.
O acordo UE-Mercosul permitirá aos europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul.
No sentido oposto, facilitará a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja.
O ministro da Agricultura já aplaudiu o acordo e destacou o impacto importantíssimo para Portugal, que poderá agora saldar o défice com este mercado.
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui ,
para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana. Boas leituras!
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.