Zeinal Bava continua disponível para devolver os 6,7 milhões

Jornal de Negócios 11 de março de 2020

O advogado de Zeinal Bava sustenta que a verba entregue pelo grupo de Ricardo Salgado era um empréstimo para o gestor se tornar acionista da PT e negou conluios para defender interesses do GES na OPA da Sonae ou na venda da Vivo.

O advogado de defesa de Zeinal Bava, José António Barreiros, garantiu esta quarta-feira, em mais uma sessão do debate instrutório da Operação Marquês, que o ex-presidente executivo da PT continua disponível para devolver os 6,7 milhões de euros que recebeu da ES Entreprise, o alegado saco azul do Grupo Espírito Santo. 

Depois de Bava ter devolvido já 18,5 milhões de euros à massa insolvente da Espírito Santo International, com juros, José António Barreiros afirmou relativamente aos 6,7 milhões que faltam, que estão à guarda deste processo pelo Ministério Público. "Assim surja quem de direito habilitado para receber e devolvemos" o dinheiro, afirmou. 

"Seja no Luxemburgo ou em Portugal, quem quer que seja o credor, nunca esteve em causa a devolução", salientou o advogado frisando que isso só não aconteceu por dúvidas sobre quem é o "bom credor". 

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais