José Cerdeira anunciou publicamente o seu apoio a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, na segunda volta das eleições presidenciais, em disputa com André Ventura.
O presidente da Junta de Campolide, José Cerdeira, o autarca eleito pela Iniciativa Liberal a liderar uma freguesia, anunciou publicamente o seu apoio a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, na segunda volta das eleições presidenciais, em disputa com André Ventura.
José Cerdeira apoia Seguro contra Ventura na segunda volta das eleições presidenciais
"Não voto entusiasmado. Voto consciente. Voto Seguro", afirmou o autarca de Campolide nas redes sociais. Considerando ter de fazer uma decisão "entre duas más opções", diz "antes um provável mau Presidente do que um homem que, com certeza, nos mente reiterada e comprovadamente, e que é completamente desprovido de escrúpulos e respeito pelos seus opositores". "Será a primeira vez que voto num socialista. Outros
não se podem arrogar a tanto, deixaram-se enganar por um igual a
eles", admite no comunicado, referindo-se ao caso em que o líder do Chega afirmou já ter votado em José Sócrates por vê-lo "com firmeza, coragem". "Gostava da forma de ele se exprimir e tudo. Enganou-me uma vez, mas não me enganou mais", afirmou, em declarações ao livro Dias de Raiva (2024).
Na noite eleitoral, o candidato João Cotrim Figueiredo preferiu "não recomendar o voto em qualquer dos candidatos na segunda volta" "Os eleitores que me confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão poder fazê-lo livremente outra vez na segunda volta. Confio plenamente e respeitarei", afirmou o candidato. Entretanto, uma série de dirigentes liberais já revelaram o sentido de voto, como o deputado Mário Amorim Lopes, presidente da bancada parlamentar: "Muitos dos comportamentos do Chega indiciam uma forte ameaça ao Estado de direito", afirmou.
À SÁBADO, Cerdeira explicou que decidiu revelar publicamente o sentido de voto por "um sentido de responsabilidade" acrescida decorrente do cargo que exerce. “Entendo perfeitamente a decisão [do partido e de vários dos seus responsáveis] em não apoiar um candidato”, afirmou. "Um partido deve ser um conjunto de pessoas que se une em volta de uma solução para o país. Sobre candidatos, a liberdade fundamental prevalece, e eu estou a exercê-la."
Quanto a António José Seguro, o autarca liberal antecipa um “mau presidente”, não por desrespeito institucional, mas por considerar que faltará ambição reformista. "O país precisa de reformas como pão para a boca, e se Seguro, na melhor das hipóteses, não as bloquear, nunca será o provocador subtil mas aguerrido que precisaríamos, e do qual tivemos uma amostra nesta campanha", considera. Mas, a seu ver, Ventura acarreta um perigo maior. “Não abdico de escolher, mesmo que seja apenas para ter um mau Presidente."
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