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Rui Rio critica entrevista "de nível rasteiro" de António Costa

Diogo Camilo
Diogo Camilo 02 de maio de 2021 às 12:31
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Presidente do PSD acusou o primeiro-ministro e secretário-geral do PS de "hipocrisia", após este ter criticado o seu discurso de 25 de Abril e o ter comparado a um "cata-vento".

O presidente do PSD, Rui Rio, respondeu este domingo à entrevista de "nível rasteiro" do primeiro-ministro, António Costa, acusando-o de "hipocrisia" por críticas feitas ao seu discurso do 25 de abril.

Rui Rio // António Costa
Rui Rio // António Costa Lusa

"Numa entrevista de nível rasteiro, António Costa critica o meu discurso do 25 de Abril e diz que o PSD quer atacar a independência do poder judicial. Diz isto, na semana em que o Parlamento Europeu o critica pela politização que fez na nomeação do procurador europeu. Que hipocrisia!", afirmou Rio, numa publicação no Twitter.

Na entrevista aoDiário de Notícias,Jornal de Notíciase TSF, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro comparou Rui Rio a "um cata-vento" e alertou para os perigos democráticos da "contaminação do PSD pelas ideias do Chega".

"Um cata-vento tem uma grande vantagem sobre o dr. Rui Rio: é que um cata-vento ao menos tem pontos cardeais, o dr. Rui Rio não tem", afirmou o líder socialista, dizendo que fica "um bocado perplexo com a facilidade com que alguns políticos comentam as decisões judiciais como os adeptos de um clube de futebol comentam a atuação de um árbitro e gostam da decisão se é [a favor] do seu clube e não gostam se não é". 

"Os juízes e as magistraturas não são árbitros de futebol e os políticos não estão perante os tribunais como os adeptos de um clube estão perante um árbitro. Essa degradação do distanciamento da relação dos políticos com a Justiça é uma ameaça perigosa à independência do poder judicial", disse.

Costa afirmou ainda que considera uma "ameaça efetiva" algumas das propostas de Rio na área da Justiça.

O presidente do PSD centrou a sua intervenção na sessão solene do 25 de Abril na Justiça, pedindo "vontade política e ambição" para fazer as reformas necessárias ao país e apontar caminhos a "um regime doente".

Na quinta-feira, o Parlamento Europeu expressou uma "profunda preocupação" pelas "informações erróneas" enviadas pelo Ministério da Justiça sobre as qualificações e a experiência do procurador José Guerra, que foi nomeado procurador europeu português pelo Conselho da União Europeia, apesar de se ter classificado em segundo lugar.