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PCP diz que é importante saber que políticas vai adotar o novo ministro da Administração Interna

O partido destacou a valorização dos profissionais das forças de segurança, a garantia de condições de trabalho e o reforço dos meios da Proteção Civil, em particular com a valorização dos bombeiros e carreiras.

O Partido Comunista Português (PCP) disse este sábado que "independentemente da personalidade indicada" para ministro da Administração Interna, importa saber que política vai ser prosseguida por Luís Neves.

Paulo Raimundo
Paulo Raimundo ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"A nomeação do novo Ministro da Administração Interna, independentemente da personalidade indicada, coloca para o desempenho dessas funções como questão central as condições e meios para responder aos múltiplos problemas existentes", referiu o PCP, em comunicado.

Os comunistas salientaram que "a questão que efetivamente se coloca é a da política que vai ser prosseguida" em diversas áreas.

Em concreto, o PCP destacou a valorização dos profissionais das forças de segurança, a garantia de condições de trabalho e o reforço dos meios da Proteção Civil, em particular com a valorização dos bombeiros e carreiras.

Além disso, identificou a necessidade de "medidas e investimentos indispensáveis à prevenção e à preparação do país para enfrentar intempéries, incêndios ou outros problemas", assim como o respeito pelos direitos, liberdades e garantias.

O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomear Luís Neves para as funções de ministro da Administração Interna, em substituição de Maria Lúcia Amaral.

"A posse terá lugar na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, pelas 10h00, no Palácio de Belém", lê-se na nota divulgada pela Presidência da República.

Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária desde 2018, licenciado em Direito, ingressou na PJ em 1995, após uma breve passagem pela advocacia.

Na PJ, Luís Neves esteve sempre ligado à investigação criminal, em particular na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.

Antes, foi diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB).

Luís Neves vai substituir Maria Lúcia Amaral, ex-Provedora de Justiça, que se demitiu das funções de ministra da Administração Interna no passado dia 10.

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