Parlamento vota rejeição ao Programa de Estabilidade

Cátia Andrea Costa 29 de abril de 2016

O Parlamento vota esta sexta-feira o projecto do CDS de rejeição aos programas de Estabilidade e Nacional de Reformas. PSD junta-se aos centristas, mas PS, PCP e BE vão chumbar o projecto

A líder do CDS foi clara: o objectivo é "obrigar a que se clarifique quem está com o Governo. E estar com o Governo não é estar à segunda e à terça não estar. É estar sempre que o Governo precisa de apoio." Assunção Cristas explicou desta maneira porque o CDS decidiu pedir a rejeição do projecto de resolução relativo aos programas de Estabilidade e Nacional de Reformas.

O projecto de resolução tem votação agendada para esta sexta-feira e os programas têm de ser remetidos à Comissão Europeia até ao final do mês de Abril, de acordo com as regras do Semestre Europeu. E o pedido de rejeição do CDS obrigará a que todos os partidos tomem uma posição sobre os documentos.

A líder do CDS rejeitou a ideia de que possa haver "qualquer crise política à vista", uma vez que "todos eles [PCP, BE e Os Verdes] têm dito que estão firmes no apoio ao Governo". Já na quarta-feira, o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, tinha deixado um recado às bancadas da Esquerda: "Ganhem coragem, organizem-se e sobretudo façam aquilo que é normal em democracia. A nossa vontade é feita no sítio certo e através do voto."

Para Cristas, o interesse nacional que o CDS defende passa pela denúncia dos "erros deste Programa Nacional de Reformas", para não deixar que aconteça o mesmo que em 2011. "Todos ganham em clarificar as suas posições. Eu fico satisfeita em ver que o PSD também é contra este Programa de Estabilidade", assumiu.

Divisões à Esquerda?

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