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Os últimos grandes traficantes de escravos em Portugal

Marco Alves
Marco Alves 04 de novembro de 2025 às 23:00

Durante cem anos (entre o fim do século XVIII e início do XIX), aventureiros e capitalistas enriqueceram no tráfico de escravos, comprados nas costas de África e enviados para os fazendeiros do Brasil, enquanto os ingleses os perseguiam nos mares. Ulrich, Bravo, Van Zeller ou o conde de Ferreira: ficaram ricos, construíram palacetes, fundaram bancos, financiaram a coroa e muitos compraram títulos que lhes deram acesso à nobreza. As histórias dos últimos negreiros portugueses.

A 3 de agosto de 2023, estava o Papa Francisco em Lisboa, para a Jornada Mundial da Juventude, quando fez um desvio ao centro histórico de Cascais para um encontro na sede da Scholas Occurrentes. Francisco riu, pintou, conversou e falou aos jovens sobre compaixão, mas desconhecia, como os outros presentes, que estava entre quatro paredes construídas com dinheiro do tráfico de escravos. Se soubesse, talvez falasse disso. E havia uma pista à entrada, uma inscrição na porta: “Conde de Ferreira”, o nome de um dos grandes traficantes de escravos portugueses.

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