Os manos mais radicais de Francisco Louçã

Os manos mais radicais de Francisco Louçã
Maria Henrique Espada 23 de fevereiro de 2019

Acham que o BE se aburguesou. Um fundou os Panteras Rosa e defende a "Praxis da Utopia Concreta"; outro foi sindicalista; outra contesta o racismo na polícia.

O BE não é a esquerda mais à esquerda. A esquerda mais à esquerda do espectro político português serão talvez os três irmãos Louçã que já deixaram o próprio BE, em saídas sempre pela esquerda: António saiu há cerca de 10 anos, João Carlos e Isabel a semana passada, incluídos num conjunto de 26 militantes que escreveram uma carta crítica para com o partido que o irmão liderou. O texto aponta o "taticismo das decisões, o jogo da comunicação na sua forma burguesa, a ausência de qualquer ativismo local". Outra crítica é "a posição tíbia a propósito dos incidentes no bairro da Jamaica" e o "ocultar esse racismo sistémico das forças de segurança". Isabel, por exemplo, esteve presente na manifestação junto à autarquia do Seixal contra a violência policial e o racismo. É aliás presença habitual em manifestações e protestos, do 25 de Abril ao 1º de Maio, passando por outros na orla do BE. É uma ativista assídua, e não é a única. Saiba quem são e o que fazem os irmãos do líder histórico do BE, Francisco Louçã. 

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