Os fabulosos irmãos Rebelo de Sousa

Os fabulosos irmãos Rebelo de Sousa
Margarida Davim 13 de janeiro

Partilham a gargalhada, a fé católica e o interesse por causas sociais. Marcelo é o mais ao centro, António o socialista, Pedro o conservador. Cresceram nos corredores do poder e vingaram na política, na academia, nos negócios e na advocacia.

Nas vésperas de arrancar a campanha para as presidenciais de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu a família num restaurante na Rua Correia Teles, em Campo de Ourique, Lisboa. Os irmãos, António e Pedro, tinham sabido não há muito tempo que Marcelo ia avançar com a candidatura a Belém que já há muito adivinhavam estar a preparar. Nessa noite de 12 de dezembro, o aniversário de Marcelo serviu também para falarem sobre nomes para mandatários distritais do candidato e darem ideias sobre quem devia ser o médico escolhido para a Presidência. Foi das poucas vezes que o Presidente discutiu com os irmãos alguma coisa relacionada com a sua vida política.

Em regra, os irmãos Rebelo de Sousa separam bem as águas. "O Marcelo gosta de manter a autonomia. É das pessoas mais independentes que já conheci", conta quem conhece bem a família. Eduardo Barroso, amigo de Marcelo desde os 2 anos, corrobora a ideia e acrescenta que a vida agitada em Belém o tem afastado daqueles que sempre lhe foram mais próximos. "O Marcelo, neste momento, não fala com os amigos e com os irmãos o tempo suficiente. Devia ter mais relações fora da política. É tudo muito intenso", observa o médico.

Nem sempre foi assim. Marcelo e o seu irmão do meio, António, estiveram juntos na fundação do PSD. E ainda antes disso, ambos contrários ao Estado Novo, tentaram em casa influenciar o pai, ministro do regime e membro do partido único Ação Nacional Popular, contra uma candidatura de Américo Thomaz à Presidência da República.

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