Mulher morre na sala de espera do hospital de Braga após três horas sem ser vista

Mulher morre na sala de espera do hospital de Braga após três horas sem ser vista
Leonor Riso 13 de setembro de 2021

Hospital alega que sintomas descritos pela doente não foram os relatados pelo seu filho, na reclamação. Porém, Entidade Reguladora da Saúde alerta que o tempo de espera previsto foi ultrapassado. Mulher morreu com um enfarte.


No dia 11 de março de 2020, uma mulher de 75 anos deu entrada no hospital de Braga acompanhada pelo filho. Depois da consulta de triagem, foi-lhe dada uma pulseira amarela, que indica uma situação urgente. Mas a mulher morreu três horas depois, com uma paragem cardiorrespiratória, sem ter sido vista. O seu caso é relatado nas deliberações emitidas no segundo trimestre de 2021 pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), publicadas esta segunda-feira, dia 13. 

A morte da mãe motivou uma reclamação feita pelo filho, em que este relata que a mãe deu entrada no serviço de urgência com suspeita de enfarte do miocárdio, tendo sido triada com pulseira amarela. Entrou cerca das 17h00 mas, às 19h25, altura em que caiu inanimada na sala de espera, ainda não tinha sido assistida. O óbito foi declarado às 20h04. 

"Na triagem foram apresentados, pela utente, os seguintes sintomas: dor no peito, braço esquerdo e vómitos. Ora, e não sendo eu profissional de saúde, aparentemente com sintomas de foro cardíacos. No entanto, a profissional que atendeu a minha mãe atribui uma pulseira amarela, isto é, de caráter de gravidade sem risco imediato, dando a indicação para aguardar até ser atendida por um médico. E assim fizemos", relata o filho da utente, na reclamação. 

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