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Morte no Seixal. CODU contactou os bombeiros às 13h15 mas não referiu o motivo do pedido

Lusa 07 de janeiro de 2026 às 18:45
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Quando os bombeiros foram contactados não foi referido o motivo do pedido nem o local da ocorrência.

Os bombeiros mais próximos do socorro ao doente que morreu no Seixal receberam uma chamada do CODU às 13h15 a solicitar ambulância sem especificar a ocorrência nem o local, disse à Lusa o presidente dos Bombeiros do Seixal.

Bombeiros
Bombeiros Inês Gomes Lourenço/Correio da Manhã

Segundo Bento Brázio Romeiro, na linha do tempo da ocorrência, entre as 11h20 e as 14h09, a Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, distrito de Setúbal, recebeu apenas esse contacto do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) tendo a corporação indicado que não tinha disponibilidade de ambulâncias.

Contudo, adiantou, neste contacto realizado às 13h15 não foi referido o motivo do pedido nem o local da ocorrência.

Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM, confirmou o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, admitindo que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho.

A Lusa teve acesso à fita do tempo deste caso, que mostra que o homem, de 78 anos, ligou pela primeira vez a pedir socorro ao INEM pelas 11:20 de terça-feira, tendo esta situação sido classificada como prioridade 3 - que prevê o acionamento de meios em 60 minutos -, mas apenas foi enviada a viatura médica pelas 14:09, quase três horas depois.

A fita do tempo regista, pelas 11:23, que a vítima tinha dado uma queda, mostrando-se agitado, confuso, sonolento e prostrado.

Apesar de ter sido considerada uma situação de prioridade 3, mais de uma hora depois, pelas 12:48, a fita indica que a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância, que as ambulâncias de Almada e Seixal estavam ocupadas e, pelas 13:29, houve uma segunda chamada para o INEM a questionar a demora de meios.

Pelas 14:05 houve uma nova chamada e foi registado que a vítima estava em paragem cardiorrespiratória e pelas 14:09 foi enviada a viatura médica de Almada, que entretanto ficou livre.

Contactada pela Lusa, a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal respondeu que "não tecerá comentários até serem conhecidas as conclusões" do processo de inquérito aberto pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Na mesma nota escrita, a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal "lamenta profundamente a morte registada e endereça sentidas condolências à família."

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