O plano de intervenções inclui a substituição de equipamentos e de algumas ETAR em risco de incumprimento.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, reuniu-se esta quarta-feira com os municípios do Alentejo e anunciou intervenções em diversos sistemas e estações de tratamento de águas no Alentejo, no valor de 160 milhões de euros.
Maria da Graça Carvalho, ministra do AmbienteMiguel Baltazar
"Tivemos de casar as necessidades dos municípios e as prioridades com os financiamentos disponíveis. A principal conclusão e os critérios são as zonas de maior escassez hídrica, com os equipamentos mais obsoletos a precisarem de ser substituídos e, também, algumas ETAR (estação de tratamento de águas residuais) que estão em risco de entrarem em incumprimento na Comissão Europeia e que precisam de ser substituídas", disse Maria da Graça Carvalho.
A ministra do Ambiente e Energia falava à agência Lusa à margem de uma reunião com a Associação de Municípios para a Gestão da água Pública (AMGAP), em Beja.
Segundo Maria da Graça Carvalho, o investimento global das intervenções é de 160 milhões de euros e está previsto no âmbito da segunda fase do Programa Operacional Sustentável 2030.
As intervenções serão realizadas em "todo o sistema de abastecimento de Santa Clara" (Odemira), com a abertura do concurso público para a construção da nova ETA de São Teotónio (Odemira), a instalação de um sistema de painéis fotovoltaicos, os projetos de fornecimento, captação e conduta de água da barragem de Santa Clara para Odemira e o sistema adutor a partir de São Teotónio.
"Isto no total dá 56 milhões de euros. Esta região de Santa Clara/Odemira é considerada absolutamente crucial pela falta de água, pela pressão enorme que tem de visitantes, de agricultura e de turismo e porque os equipamentos têm já bastantes anos", justificou a ministra.
Está abrangido, também, neste pacote o sistema de abastecimento de Alvito, com a reabilitação dos reservatórios e condutas de Alvito, Cuba e São Matias, no concelho de Beja, a segunda fase da adoção de Grândola e de Melides, a remodelação e expansão do sistema em Alcácer do Sal e Santiago do Cacém, respetivamente, e "as questões das ETA" de Moura e São Luís (Odemira).
Maria da Graça Carvalho disse, ainda, que a sua tutela vai preparar uma "lista exaustiva do que é que pode estar ou entrar em incumprimento" e, paralelamente, trabalhar em coordenação com os municípios para os "investimentos relativamente pequenos", mas "muito prioritário" que "se podem resolver rapidamente" através do Fundo Ambiental.
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