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Ministro Miguel Pinto Luz sobre buscas em Cascais: "Não sei se sou visado na investigação"

Luana Augusto
Luana Augusto 02 de abril de 2025 às 18:13
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Em causa estão suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse em comunicado não saber se é "ou não um dos visados na investigação", que decorreu esta quarta-feira em Lisboa e Cascais, e que partiu de uma queixa contra o antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

"Não estou ocorrente dos detalhes específicos do processo que originou as recentes buscas, nem sei se sou ou não visado na investigação", lê-se na nota.

Miguel Pinto Luz reiterou, assim, plena "confiança no sistema judicial" e garantiu estar "seguro" quanto à sua conduta, que "foi sempre pautada pela integridade e pelo interesse de Cascais".

"Durante quase duas décadas de serviço como vereador em Cascais, dediquei-me de forma inalcançável ao desenvolvimento do município. Sinto um grande orgulho nos projetos e decisões em que tive a oportunidade de participar, sempre com o objetivo de beneficiar a comunidade", reitera.

A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quarta-feira, no âmbito da operação "Cinco Estrelas", buscas em Cascais e Lisboa por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo e de cerca de 120 apartamentos de luxo.

"Em causa estão fortes suspeitas de favorecimento a uma empresa do ramo imobiliário, designadamente no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de uma unidade hoteleira e de cerca de 120 apartamentos de luxo, bem como no processo de licenciamento da respetiva obra", indica a Polícia Judiciária.

Segundo adiantou a polícia em comunicado, foram cumpridos um total de oito mandatos de busca, uma domiciliária e sete não domiciliárias. Em causa estão suspeitas da "prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas por funcionário".

A informação de que Miguel Pinto Luz seria um dos visados no processo foi avançada pelo Correio da Manhã.

Em atualização

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