Marcelo ouve queixas dos professores e apela ao voto

Alexandre R. Malhado , Lusa 23 de setembro de 2017
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O Presidente da República ouviu docentes e garantiu que vai "estudar" queixas dos professores relativas aos concursos. Além disso, apelou aos eleitores que "usem a arma do voto" para as autárquicas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ouviu os docentes à chegada a Serralves, para uma visita à Festa do Outro, que decorre até domingo, e garantiu que vai "estudar" queixas dos professores relativas aos concursos. Além disso, apelou aos eleitores que "usem a arma do voto" e não se abstenham nas eleições autárquicas, marcadas para o próximo dia 1 de Outubro.

"Espero, e apelarei a isso no final da campanha, que não haja muita abstenção" porque "quem não usa a arma do voto, acaba por desperdiçar essa arma", frisou o presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas durante uma visita que hoje efectuou a Serralves, no Porto, onde decorre até domingo a Festa do Outono, que inclui actividades criativas e educativas, com entrada gratuita.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que quem não vai votar, depois não tem autoridade para dizer "olha afinal, se eu tivesse votado, tinha sido diferente".  "É bom para a Democracia que quando se trata de escolher aqueles que estão mais próximos do povo, que são as juntas, as assembleias de freguesia, as câmaras e as assembleias municipais, que as pessoas se interessem, porque se se desinteressam depois não se podem queixar dos autarcas", referiu.

Durante a visita a Serralvez, Marcelo ouviu as queixas do denominado Grupo Luta Por Concursos de Professores Mais Justos, que explicou ao PR que, embora o Ministério da Educação não o reconheça, "este ano lectivo houve milhares de docentes que foram ilegalmente colocados nas escolas".

Os docentes acreditam, e disseram-no hoje ao Presidente da República, que "havendo vontade é possível repor a legalidade" e facilitar "a vida destas pessoas", muitos deles "professores mais graduados que continuam a ser ultrapassados, por outros menos graduados, sendo lesados na sua situação profissional".

Marcelo Rebelo de Sousa pediu documentação relativa às queixas e reivindicações dos professores, garantindo-lhes que iria analisar o processo. Já percebi, mas para já vou estudar", disse o Presidente da República.

Segundo afirmaram aos jornalistas, logo após o dia 25 de Agosto (data em que saíram as primeiras listas de colocação) houve movimentações para que essa situação fosse resolvida.

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