Candidato mostra-se preocupado com a população portuguesa no país.
O candidato presidencial Jorge Pinto pediu este sábado ao Governo português que não apoie o que considera ter sido um "ataque ilegal" dos Estados Unidos à Venezuela e mostrou-se preocupado com a população portuguesa no país.
Jorge Pinto, candidato às presidenciaisJOSÉ COELHO/LUSA
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado da Graça, em Ponta Delgada, Açores, Jorge Pinto defendeu que, "independentemente do que se possa achar sobre Maduro e o seu regime", o "que está em causa é um ataque ilegal ao direito internacional que deve preocupar a todos".
"Espero bem que do lado português, do lado europeu, da NATO, não haja qualquer apoio a este ataque. Hoje é a Venezuela, quem será amanhã? O que acontece se amanhã quem for atacado for, por exemplo, a Gronelândia? O que dirão os outros países? Acredito na defesa do direito internacional em qualquer parte do planeta. Não acredito em bons ou maus imperialismos, em boas ou más agressões", disse o candidato à Presidência da República apoiado pelo Livre, em declarações captadas pelas televisões.
Jorge Pinto manifestou também a sua preocupação com a população portuguesa e lusodescendente no país e reforçou que está em causa uma "agressão ilegal em todos os seus sentidos", em relação à qual os políticos portugueses devem ser "muito claros" no seu repúdio.
"É muito importante que o próximo Presidente da República esteja à altura destes desafios e que seja claro ao dizer que tropas portuguesas não serão nunca enviadas para um cenário de guerra que seja ilegal aos olhos do direito internacional", frisou ainda.
Nas mesmas declarações, Jorge Pinto insistiu na necessidade de rever o Acordo de Cooperação entre Portugal e Estados Unidos para o uso da Base das Lajes, acrescentando que, como Presidente da República, não tolerará que território português seja usado para qualquer ataque ao arrepio do direito internacional.
"Infelizmente isso aconteceu há muito pouco tempo, quando passaram por aqui aviões de combate a caminho de Israel, onde serão usados, com toda a probabilidade, num genocídio que está a ocorrer em Gaza. O mesmo para eventuais conflitos futuros, seja na Venezuela, seja em qualquer outro lado. Eu não quero que Portugal, qualquer parte do seu território, sirva para isso", afirmou.
Para Jorge Pinto, o acordo atual dá a Portugal a liberdade de estabelecer esses limites e, daqui para a frente, o país deve definir de que lado quer estar: se ao lado de um "novo mundo" chefiado por líderes autoritários ou pela defesa do direito internacional.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui ,
para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana. Boas leituras!
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
A introversão não é defeito, é um Superpoder no ambiente certo! De certeza conhece pessoas introvertidas poderosas, como Albert Einstein, Warren Buffett, Bill Gates ou Mark Zuckerberg.
Por ter quebrado promessas e não ter até agora estado à altura de responder ao desafio de lutar "pela alma do nosso país" é de antever o pior para Keir Starmer.
Enquanto nos digladiamos com as frivolidades quotidianas, ignoramos um problema de escassez estrutural que tratará de dinamitar as nossas parcas possibilidades de liderarmos o pelotão da economia do futuro, para a qual não estamos minimamente preparados.