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João Ferreira, o candidato que tem "a força de um trator"

João Ferreira, o candidato que tem 'a força de um trator'
Margarida Davim 22 de janeiro de 2021

Cita a Constituição de cor, tem bem estudados os dossiês e as cartilhas políticas. Os adversários descrevem-no como um ortodoxo, mas quem está no PCP vê-o com a capacidade de ir buscar apoios fora do partido.

João Ferreira pedia aos professores para entrar na sala antes de se iniciar a aula e durante cinco minutos fazia o que um ex-colega descreve como um "mini-comício". A fórmula encontrada servia para prestar contas sobre o que ia fazendo a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, mas também para mobilizar cada uma das turmas para a luta estudantil que, no final dos anos 90, andava animada com a guerra contra as propinas.

Miguel Tiago, que se cruzou nessa altura pela primeira vez com João Ferreira, recorda-o à SÁBADO como "um dirigente bastante destacado, numa altura em que as lutas estudantis tinham significado, porque havia uma grande dinâmica".

Militante aos 16
João chegou à Juventude Comunista (JCP) aos 16 anos. Não havia nenhuma ligação familiar ao partido, mas a militância não levantou resistências em casa. Um amigo diz mesmo que os pais se tornaram "simpatizantes do PCP" já depois de o filho estar nas lides políticas. E isso é algo que não surpreende os que vêem nele a capacidade de captar quem está habitualmente fora da órbita comunista.

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