Paulo Rangel partilhou dados sobre o movimento na Base das Lajes nas últimas semanas, que considera “ínfimo relativamente ao esforço de guerra” empenhado pelos Estados Unidos, Israel e também os países do Golfo que foram arrastados para o conflito.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou esta terça-feira que o Governo português tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no seu esforço de guerra contra o Irão está a ser respeitado.
Base das LajesANTÓNIO ARAÚJO/LUSA
No parlamento, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel referiu-se ao entendimento técnico sobre a utilização da base militar nos Açores e que prevê “a resposta a um ataque concreto e de acordo com o princípio da proporcionalidade e da necessidade e sem visar infraestruturas civis” no âmbito do conflito.
“Estas são as razões que Portugal pôs e temos razões para acreditar que foram respeitados”, declarou o chefe da diplomacia portuguesa, apontando uma “colaboração leal” por parte das autoridades de Washington.
Paulo Rangel partilhou dados sobre o movimento na Base das Lajes nas últimas semanas, que considera “ínfimo relativamente ao esforço de guerra” empenhado pelos Estados Unidos, Israel e também os países do Golfo que foram arrastados para o conflito.
Segundo o ministro, desde 15 de fevereiro, 13 dias antes do início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica, foram registadas 76 aterragens nas Lajes, “o que não é um número propriamente extraordinário”, e 25 sobrevoos no espaço aéreo português.
“O Governo fez questão de tratar este assunto com transparência”, reforçou Paulo Rangel, que desvalorizou por outro lado as recusas de parceiros da NATO sobre a utilização dos Estados Unidos das suas instalações militares, insistindo que Portugal acompanha todos os movimentos nas Lajes e mantém o diálogo com Washington.
“Recusas há sempre, mas não vamos pôr isso nos jornais”, observou.
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