Inspectores da PJ avançam para greve que "vai parar investigações"

O protesto foi marcado pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ, devido ao incumprimento por parte da ministra da Justiça.

Os inspectores da Polícia Judiciária (PJ) vão avançar com uma greve que vai "parar a máquina". À SÁBADO, Ricardo Valadas, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), explicou que a greve acontecerá no início de 2019 e terá um mínimo de dois dias, podendo prolongar-se até 16 dias, afectando "toda a estrutura da PJ".

"A greve vai causar a paragem completa das principais investigações em curso, nomeadamente terrorismo e corrupção", explicou o líder sindical. Concertado pela ASFIC, mas que afectará todos os parceiros sindicais, o protesto foi marcado esta quinta-feira em assembleia-geral com mais de 90% de votos a favor. "De momento, estamos a articular com os sindicatos parceiros. Ainda estamos a definir uma série de medidas", acrescentou.

"Vai ter um impacto muito significativo", salientou. De acordo com o Valadas, no cerne da greve está o "incumprimento da parte da ministra da Justiça e do Governo" no que toca à "reposição dos descongelamentos [à semelhança dos professores] e a revisão dos estatutos e lei orgânica". 

Na mesma assembleia, foi aprovada outra medida. No início do ano, durante o período de um mês, profissionais da PJ não vão trabalhar em horário expediente, só das 9h00 às 17h00. "A não haver resposta da tutela, vamos parar a máquina", atirou.




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