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IL exige a Montenegro que avalie "condições políticas" do ministro da Educação

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Deputado Jorge Miguel Teixeira manifestou preocupação por o ministro "dizer que não consegue garantir às famílias que todo o processo estará concluído" a tempo.

A IL defendeu hoje que o primeiro-ministro deve avaliar as "condições políticas" do ministro da Educação para continuar em funções caso o processo de correção e divulgação das notas dos exames nacionais do ensino secundário falhe.

Caos na correção dos exames nacionais deixam alunos ansiosos
Caos na correção dos exames nacionais deixam alunos ansiosos Carlos Barroso

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado Jorge Miguel Teixeira manifestou preocupação por, na véspera da data prevista para a divulgação das notas de cada aluno, o ministro da Educação "dizer que não consegue garantir às famílias que todo o processo estará concluído" a tempo.

O deputado liberal assinalou que não há "um plano B" e afirmou que, "ou se acabam os processos segundo as regras que estão agora e que estão a dar problemas, ou então não se consegue concluir".

"Tudo isto é extremamente preocupante. Por isso mesmo, a IL já chegou a fazer um requerimento a pedir toda a documentação relativa à preparação desta transformação no ministério e queremos obviamente esclarecer estas dúvidas, porque se se der o caso de que amanhã [sexta-feira] não conseguimos concluir a avaliação da primeira fase dos exames nacionais, então temos um grande problema para as famílias portuguesas e o Ministério da Educação", defendeu.

Jorge Miguel Teixeira considerou igualmente que se o processo falhar "é justificação para o primeiro-ministro considerar as condições políticas em que o ministro continua em funções".

"A IL não vem pedir cabeças. Aquilo que nós queremos é que as famílias sejam tranquilizadas o mais rapidamente possível. Essa deve ser a prioridade, é assegurar que a primeira fase, e já agora a segunda fase dos exames nacionais, conseguem ser concluídas em tranquilidade. Para a primeira fase parece-me que isso já vai ser difícil, mas todo este processo tem de ser concluído e depois sim, o próprio ministro o disse, terá de se apurar responsabilidades", salientou.

Questionado sobre se a IL está mais perto de viabilizar a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo BE, o deputado e dirigente nacional do partido disse que primeiro quer saber se será possível "ter acesso a toda a documentação relativa a todo este processo".

"Se não conseguirmos aceder a essa documentação, se não conseguirmos esclarecer todas essas eventualidades com os meios normais do Parlamento - o Parlamento tem muitos poderes antes de recorrer a uma comissão parlamentar de inquérito -, então sim iremos considerar essa possibilidade levantada pelo BE", indicou.

Jorge Miguel Teixeira insistiu ainda que o debate sobre o estado da nação deveria ter sido adiado, como propôs o partido, e acontecer depois do debate de urgência agendado para sexta-feira, precisamente sobre o tema dos exames nacionais.

O deputado considerou que "todo o dia está a ser contaminado por toda a polémica em torno dos exames nacionais", que "deve ser discutido em sede própria".

No debate sobre o estado da nação, "a IL quer falar de habitação, quer falar de saúde, quer falar de Segurança Social, das reformas que não estão a ser feitas, quer falar da economia, e tudo isso está a ser eclipsado por todo este tema dos exames nacionais", lamentou.

Hoje de manhã, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse faltarem professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e admitiu que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, se ainda houver provas por classificar.