Graça Freitas: “Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter doenças”

C.A.C. 03 de abril de 2020

Em média, são oito os dias que separam o aparecimento dos primeiros sintomas de covid-19 e a morte dos pacientes.

A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, revelou, esta sexta-feira, que, em média, são oito os dias que separam o aparecimento dos primeiros sintomas de covid-19 e a morte dos pacientes. Na conferência de imprensa diária, a responsável deixou um recado de alguma tranquilidade à população mais velha: "Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter doenças, é um aumento do risco".

Segundo o quadro traçado pela DGS, grande parte dos doentes que chegam aos cuidados intensivos apresentam, além de uma idade elevada, uma ou mais doenças associadas. As mais frequentes, revelou, são as do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, diabetes, doença renal crónica, neoplasias e doenças cerebrovasculares. "No conjunto destas doenças, uma determinada pessoa tem maior probabilidade de desfecho negativo", assumiu, revelando também que a média dos óbitos nas mulheres é de 85 anos, enquanto nos homens é de 80 anos.

Ainda assim, Graça Freitas destacou que estes dados não impedem que "muitos idosos com mais de 80 anos e com mais doenças felizmente tenham recuperarado e tido alta". 
"A taxa de mortalidade nos idosos não é de 100 por cento. É inferior a dez por cento. Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter doenças, é apenas um aumento do risco", sublinhou a responsável.

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