Governo: Tudo está a ser feito para evitar quebras de comunicações em catástrofe

Lusa 17 de abril de 2018
As mais lidas

Ministro da Defesa assumiu, ainda assim, que só uma "pessoa insensata" pode dizer que não haverá quebras nas comunicações numa situação do género.

O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, considerou esta terça-feira que só uma "pessoa insensata" pode dizer que não haverá quebras nas comunicações em situação de catástrofe, mas assegurou que tudo está a ser feito para evitar esse cenário com sistemas redundantes.

"É possível garantir que tudo está a ser feito para que sistemas redundantes existam, as garantias, numa situação de cataclismo como aquela que aqui está a ser testada, só uma pessoa insensata pode garantir isso", afirmou o ministro Azeredo Lopes, em Tavira, em declarações aos jornalistas durante a apresentação do exercício Fénix, que o Exército realizou nos últimos dias no Algarve para testar a Unidade de Apoio Militar de Emergência em situação de simulacro de sismo de 7 graus na escala de Richter.

Azeredo Lopes, que esteve acompanhado por deputados da Comissão de Defesa da Assembleia da República, garantiu que, "na medida do que é possível fazer do ponto de vista da resposta pública", está-se a trabalhar para "ter a certeza de que não há um, não há dois, há vários sistemas e várias redundâncias, que permitem eliminar até onde é possível a hipótese, que seria evidentemente muito má, de um sistema de comunicação colapsar ou não funcionar".

O governante falou durante a visita a vários dos cenários testados em Tavira após a ocorrência do sismo e que foram desde o colapso de uma ponte e a utilização de uma plataforma do Regimento de Engenharia do Exército para atravessar uma ambulância pelo rio Gilão, a reposta a uma ameaça com um agente químico, o resgate de uma pessoa em montanha, ou a criação de hospitais e acampamentos de campanha.

O chefe de Estado Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, considerou que a resposta dada durante o exercício teve "sucesso" a vários níveis, tanto no "grau de adesão de todos os envolvidos", designadamente o Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro da Protecção Civil, a PSP, a GNR ou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), como nos testes de comunicações.

"Tentámos tirar de dentro de Abrantes, do Regimento de Apoio Militar de Emergência, tudo aquilo que é o nosso posto de comando, colocá-lo no terreno, em situações adversas, longe da sua área de conforto, que é Abrantes, as suas instalações fixas, movimentámos meios das nossa direcção de comunicações e sistemas de informação, meios instalados em Lisboa, na Póvoa de Varzim e noutros sítios, para esta região de Tavira, integrámo-los e funcionaram, o que também nos deixa satisfeitos por essa parte", disse o CEME.

A mesma fonte reconheceu que este exercício "é extremamente importante" porque "faz parte de um Plano do Exército" iniciado em 2016 e que estabeleceu "um 'road map' para levantamento das capacidades".

"Isto era um exercício extremamente importante para melhorar as capacidades autónomas e melhorarmos as nossas comunicações e estamos nesta fase extremamente satisfeitos", afirmou ainda Rovisco Duarte, em jeito de balanço final.

A escolha do Algarve prendeu-se, observou, por ser uma região que conta com um Plano de Risco Sísmico e Tsunamis há vários anos, disse ainda o CEME, acrescentando que as entidades que estiveram no terreno vão agora "fazer os relatórios" e "trocar impressões" para "ver o que é preciso olear", para "criar mais ligações, mais conhecimentos e acima de tudo mais redundâncias".
Descubra as
Edições do Dia
Publicamos para si, em três periodos distintos do dia, o melhor da atualidade nacional e internacional. Os artigos das Edições do Dia estão ordenados cronologicamente aqui , para que não perca nada do melhor que a SÁBADO prepara para si. Pode também navegar nas edições anteriores, do dia ou da semana.
Boas leituras!
Artigos Relacionados
Opinião Ver mais