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Governo investe 25 ME para adoção de IA na Administração Pública

Lusa 08 de janeiro de 2026 às 10:24
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O executivo pretende criar um plano de formação em IA para os trabalhadores da Administração Pública para "valorizar todos os trabalhadores".

O Governo vai investir 25 milhões de euros para adoção de inteligência artificial (IA) na Administração Pública, de acordo com informação do ministério da Reforma do Estado esta quinta-feira divulgada.

Estado vai investir em ferramentas de Inteligência Artificial
Estado vai investir em ferramentas de Inteligência Artificial Sebastian Kahnert/picture-alliance/dpa/AP Images

"O Governo está a investir 25 milhões de euros para a adoção de IA na Administração Pública, com casos de uso concretos em desenvolvimento, desde agentes de apoio à contratação pública até à automatização de fatura", lê-se no documento.

O executivo pretende criar um plano de formação em IA para os trabalhadores da Administração Pública para "valorizar todos os trabalhadores no processo de transformação tecnológica em curso e não substituir pessoas por tecnologia".

"A formação será prática e orientada ao dia-a-dia, focada em ensinar como usar a IA para reduzir tarefas administrativas, apoiar a tomada de decisão e melhorar o serviço prestado aos cidadãos", consta no documento.

O ministério garante que "não se trata de formar programadores", mas de "dar ferramentas úteis a dirigentes, técnicos e assistentes, adaptadas às diferentes funções".

"Este plano assegura que a IA é usada como instrumento de valorização profissional, libertando tempo para tarefas de maior valor humano, como atendimento, análise crítica e apoio às pessoas", afirma o gabinete ministerial.

De acordo com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, citado no documento, "a introdução de IA, quer na Administração Pública, quer nas empresas em geral, é um fator importante de desenvolvimento do país e Portugal tem capacidade para ser líder em várias áreas da IA".

A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), publicada hoje em Diário da República, prevê escalar aplicações em "áreas críticas transversais", nomeadamente "contratação pública, faturas, recrutamento e licenciamentos", incorporando o AMALIA "quando aplicável", e lançar novos concursos públicos para soluções inovadoras.

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