Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas considera que o importante é manter a credibilidade do sistema.
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) está disponível para adiar o calendário de acesso ao Ensino Superior, caso seja necessário, e considera que o importante é manter a credibilidade do sistema.
Exames nacionais continuam a gerar polémicaTiago Petinga/LUSA_EPA
"Mais uma semana ou menos uma semana, isso é o menos importante. O importante é que se mantenha a credibilidade do sistema e que os estudantes percebam que as notas que aparecem na pauta são efetivamente as suas notas. Eles não podem ficar com qualquer dúvida disso", disse à agência Lusa o presidente do CRUP, Luis Ferreira.
O responsável lembrou que entrar na universidade é um processo "muito competitivo" em que "por uma décima se entra, por uma décima não se entra" e que esta escolha acompanha o aluno para o resto da sua vida.
"Se alguém não entrou em medicina e tem que entrar num outro curso qualquer, é alguma coisa que vai ficar sempre"", exemplificou.
As falhas no processo de digitalização levaram o ministério a adiar a divulgação dos resultados, que foi reagendada para a passada sexta-feira, mas as escolas começaram a receber as notas apenas ao início da noite.
Ainda na noite de sexta-feira, as notas foram afixadas, mas mais de 1.400 exames surgiram na pauta com a informação de "suspenso" por falhas no processo e muitas outras notas tiveram de ser posteriormente corrigidas, segundo o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
Apenas no domingo foram enviados às escolas os ficheiros sobre os 1.400 exames com as notas suspensas.
Questionado pela Lusa, Luis Ferreira disse que falou com o ministro da Educação no domingo, mas que a questão de um possível adiamento não foi abordada, pois Fernando Alexandre "estava muito confiante de que as coisas iriam ser todas resolvidas ainda ontem [domingo]".
"Hoje, pelas notícias, noto que há ainda muitos assuntos pendentes e, portanto, não sei exatamente o que é que o senhor ministro irá fazer", acrescentou, afirmando que as universidades "tudo farão para que os estudantes sejam inscritos normalmente".
O presidente do CRUP lembrou que um eventual adiamento de prazos "significará mais esforço, mobilizar equipas e, se calhar, pedir a alguns colegas que adiem as suas férias", mas garantiu:"Não deixaremos de fazer aquilo que é importante fazer para os nossos estudantes".
"Nas universidades temos sempre como primeira prioridade os nossos estudantes, a segunda prioridade também são os nossos estudantes e a terceira também. Nós vivemos para eles e tudo faremos para que as coisas se componham na medida das possibilidades", acrescentou.
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