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"O meu filho paga a luz, a minha mãe a casa". Apoios às rendas continuam em atraso

As queixas de que o subsídio mensal e automático até 200 euros para a renda não é pago mantém-se. Em novembro, havia 43 mil cidadãos com este apoio em atraso - inclusive pessoas que dependem desta ajuda.

Salette Silva tem 62 anos. Está desempregada. Tem uma casa arrendada em Campanhã, no Porto, por 440 euros e uma linha de ajuda à renda aprovada, mas cujo apoio começou a atrasar em janeiro deste ano. É a mãe, reformada, que a mantém ali a viver. O filho paga a conta da luz. A filha as comunicações e dá-lhe algum dinheiro para comprar comida. "É muito triste", confessa. O apoio do Instituto da Habitação e de Reabilitação Urbana (IHRU) está mais do que prometido por escrito até 2028. Chegou a cair-lhe na conta. Mas a transferência deixou de ser feita mensalmente. Porquê? Ninguém sabe. 

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