"É insultuoso realçar que os cidadãos" beneficiam de novo regime de portagens

Lusa 07 de janeiro de 2019
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A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 considerou hoje "insultuoso" afirmar que os cidadãos da Beira Interior irão beneficiar com mais emprego e oportunidades.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 considerou hoje "insultuoso" afirmar que os cidadãos da Beira Interior irão beneficiar com mais emprego e oportunidades com o novo regime de portagens.

"A Plataforma Pela Reposição das Scut considera ainda insultuoso realçar que os cidadãos, neste caso da Beira Interior, irão beneficiar com mais emprego e mais oportunidades", refere aquela estrutura em comunicado.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou a redução de portagens para o transporte de mercadorias nas antigas Scut e um desconto adicional de 25% para as empresas dos territórios de baixa densidade.

A Plataforma adianta que o argumento do ministro das Infraestruturas de que reduzir portagens para os veículos de mercadorias com um desconto adicional de 25% para empresas sediadas em territórios de baixa densidade vai levar à fixação de empresas, naqueles territórios, "é destituído de qualquer fundamento económico".

"Esta Plataforma, representante da sociedade civil, revela que só o desconhecimento da situação em que os residentes vivem na região em que são obrigados a pagar para circular (pela inexistência de alternativas) permite este tipo de comentários sem nexo", sustentam.

Perguntam ainda se agora os turistas vão passar a visitar a Serra da Estrela em veículos comerciais para terem uma redução nas portagens ou se um trabalhador para trabalhar vai ter que adquirir uma viatura comercial a partir de agora.

"A Plataforma repudia assim as afirmações produzidas e alerta a opinião pública que este ministro [Pedro Marques] é o mesmo que mantém automotoras do século passado a servirem no Intercidades, é o mesmo que decidiu sobre o novo aeroporto do Montijo que todos os portugueses irão pagar e o mesmo que mantém a indisponibilidade para receber a Plataforma desde o primeiro pedido de audiência, em 26 de fevereiro de 2016", lê-se no documento.

A Plataforma integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.
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