Dia 11, o vírus não anda sozinho

Dia 11, o vírus não anda sozinho
Eduardo Dâmaso 31 de março de 2020

O bicho é inteligente mas não tem pernas. Se depende de mim, fico em casa voluntariamente e não preciso de uma renovação do estado de emergência que me limite ainda mais a liberdade de circulação

Pedro Sanchez e António Costa deixaram hoje e ontem duas sínteses interessantes sobre as emergências dos nossos dias. Sanchez disse, muito acertadamente que, no combate ao coronavírus, um dia a mais é um dia a menos. Pode soar a uma verdade de La Palisse mas, numa perspectiva meramente possibilista, é essencial este sentimento de que cada dia que passa é um a menos de tormenta e sofrimento. Afinal, algum dia isto há-de acabar. É uma mensagem de esperança mínima mas não deixa de nos trazer uma ideia de esperança. Nos dias que correm já é o bastante para sair da cama, tomar banho, olhar pela janela em busca da vida que não vai lá fora e seguir até ao sofá da sala. Para tomar um café e ouvir a última actualização de mortos e vivos.

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