O egoísmo como arma de destruição maciça

O egoísmo como arma de destruição maciça
Eduardo Dâmaso 29 de março de 2020

A ideia de que em Estado de Emergência é possível ir comer peixe assado a Setúbal, umas amêijoas à Comporta ou uma feijoada de búzios à Tasca do Celso é uma dupla manifestação de estupidez e arrogância.

1 - O egoísmo como arma de destruição maciça

As filas de carros que se viam hoje na ponte 25 de Abril só são qualificáveis a partir de uma perspectiva. A do egoísmo clássico que caracteriza um certo tipo de portugueses. Os que transformaram o tal passeio higiénico que António Costa quis salvaguardar, quando anunciou o Estado de Emergência, numa viagem de férias para o Algarve ou numa escapadinha para a Costa da Caparica, não têm outra qualificação. São gente egoísta, que não respeita ninguém, No caso, não se respeitam sequer a si próprios, elevando a probabilidade de serem contaminados por um vírus letal, embora isso, face às evidências, seja o que menos importa. A ideia de que em Estado de Emergência é possível ir comer peixe assado a Setúbal, umas amêijoas à Comporta ou uma feijoada de búzios à Tasca do Celso, em Milfontes, mesmo que seja em takeway, é uma dupla manifestação de estupidez e arrogância.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais