Costa: Governo demite-se caso lei dos professores seja aprovada

Cátia Andrea Costa 03 de maio de 2019

"Coligação negativa" isolou o Executivo na questão da reposição do tempo de serviço dos professores e o primeiro-ministro deixou um ultimato. Mas tentou "segurar" a esquerda.

O primeiro-ministro, António Costa, revelou que a aprovação em plenário da reposição total do tempo de serviço congelado aos professores levará o Governo a demitir-se. A decisão foi revelada após depois de um encontro de cerca de 40 minutos com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, a quem comunicou a decisão.  "Não estou a fazer chantagem, garantiu aos jornalistas.

"Desde a sua tomada de posse, o Governo cumpriu todos os compromissos assumidos com os portugueses e com a maioria parlamentar", recordou o primeiro-ministro, na sua declaração ao País, enumerando posteriormente aquilo que considerou serem as principais conquistas da chamada "geringonça". "Em todas as medidas adoptadas", frisou, "sempre tivemos em conta, não só a compatibilidade com a disponibilidade orçamental e o crescimento no presente, como também a sua sustentabilidade futura". O objetivo, garantiu, era que fossem medidas "irrerversíveis". 



Focando-se no problema atual, Costa recordou também que não estava no programa a recuperação total do tempo de congelamento das carreiras profissionais. "O que se previa e foi cumprido era repor o tempo a contar", acrescentou, lembrando que o acordado com os professores era mitigar o impacto do congelamento. "De boa fé, inicámos negociações com os professores", atirou, dizendo que o objetivo era colocar os professores em igualdade com outras carreiras. O primeiro-ministro acusou ainda os professores de se manterem irredutíveis durante as negociações. 

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