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Cristina Tavares foi "castigada" pela empresa: obrigaram-na dias e dias a fio a carregar e a descarregar sempre os mesmos sacos pesados na corticeira.
A empresaFernando Couto Cortiças, que o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte acusa de "assédio moral" e de "despedimentos ilícitos", foi autuada em 6.000 euros pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), revelou esta quinta-feira fonte sindical.
A coima é a segunda aplicada à unidade de Santa Maria da Feira na sequência de fiscalizações motivadas por denúncias relativas à forma como a empresa tratou a operária Cristina Tavares, depois de essa ter recorrido judicialmente de um primeiro despedimento em 2017 por extinção do seu posto de trabalho e o tribunal ter considerado falso o argumento da firma, obrigando-a a reintegrar a funcionária.
"As funções em que a puseram a trabalhar não eram as adequadas à sua categoria profissional nem à sua saúde, como estava explicado em atestado médico", declara à Lusa o presidente do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, Alírio Martins.
A infração prende-se com o que a mesma estrutura sindical define como "o'castigo' imposto a Cristina Tavares pela empresa, que a obrigou dias e dias a fio a carregar e a descarregar sempre os mesmos sacos - que, além de pesados, não estavam a servir para mais nada a não ser para a atormentar e humilhar".
Depois de a ACT ter aplicado a primeira coima à empresa em novembro, Cristina Tavares foi novamente despedida em janeiro deste ano, então sob o argumento de difamar o bom nome da sua entidade patronal. Para o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, a segunda multa vem agora "dar ainda mais provas" a Cristina Tavares para o seu recurso em tribunal.
Contactado pela Lusa, o advogado da Fernando Couto Cortiças S.A. - a quem a empresa confiou os esclarecimentos à Comunicação Social - não esteve disponível para comentar o assunto.
Corticeira Fernando Couto multada em mais 6.000 euros pela ACT
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