Coronavírus: Trabalhadores dos CTT reivindicam aplicação de medidas de salvaguarda da saúde

Lusa 26 de março de 2020
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A Comissão de Trabalhadores criticou a insuficiência de materiais e equipamentos de proteção em muitos locais de trabalho, onde "faltam máscaras, luvas, desinfetante e lenços de papel".

A Comissão de Trabalhadores dos CTT reivindicou junto da empresa a aplicação de um conjunto de medidas para salvaguardar a saúde dos funcionários que estão ao serviço e a divulgação das mesmas junto dos funcionários, para que sejam devidamente praticadas.

Estação dos Correios dos CTT
CTT
Estação dos CTT em Maceira, Leiria, foi um dos locais alvos de buscas
Posto dos CTT
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Estação dos CTT em Maceira, Leiria, foi um dos locais alvos de buscas
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Num ofício enviado ao Conselho de Administração dos CTT, a Comissão de Trabalhadores (CT) criticou a insuficiência de materiais e equipamentos de proteção em muitos locais de trabalho, onde "faltam máscaras, luvas, desinfetante e lenços de papel".

A CT considerou uma boa medida a criação, pela empresa, de um kit de proteção para cada trabalhador, mas lamentou que ainda não tenha sido concretizada.

Considerou ainda urgente que a empresa reforce, tal como tinha anunciado, a limpeza e higienização de instalações e equipamentos de trabalho e exortou os CTT a comprarem os produtos necessários e darem as orientações técnicas para que tal seja concretizado.

A CT defendeu que a reformulação dos horários de trabalho deve ser igual para todos os funcionários que estão ao serviço e instou a empresa a reduzir o número de trabalhadores em permanência simultânea em cada local, dividindo os trabalhadores em grupos que cumpram a quarentena quinzenal de forma rotativa.

Dado que muitos trabalhadores da distribuição não têm onde tomar refeições ou ir à casa de banho, a CT considerou que lhes deve ser aplicado o horário de trabalho contínuo e defendeu que deve ser restringido o tipo de objetos aceites ou recolhidos e a distribuir a produtos de primeira necessidade, para evitar contactos desnecessários, cumprindo a determinação do Governo.

"Esperamos e fazemos votos, vivamente, de que a empresa tome, efetivamente, todas as medidas que se impõem, por forma a eliminar os perigos que os trabalhadores estão a correr (...) e assuma a sua responsabilidade social para com os trabalhadores e a sociedade em geral", concluiu a CT no documento enviado aos CTT.

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