Combate aos incêndios passa pela criação de agência integrada

Cátia Andrea Costa 12 de outubro de 2017

Técnicos consideram que "a pretensão" de defender a floresta e as pessoas e bens em simultâneo é uma estratégia que não produz os resultados desejados.

A comissão técnica independente designada para analisar os fogos de Junho na região Centro defende a criação da Agência de Gestão Integrada de Fogos como um veículo essencial para o combate aos incêndios. Os técnicos consideram ainda que "a pretensão" de defender a floresta e as pessoas e bens em simultâneo é uma estratégia que não produz os resultados desejados.

No relatório entregue esta quinta-feira na Assembleia da República, é explicado que a AGIF ficaria na "dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros", composta por "técnicos especializados nas várias temáticas de incêndios florestais" e "suportada por uma estrutura ligeira, com actuação no terreno".

Para a comissão, é necessário que a "protecção de pessoas e bens" e a "gestão dos incêndios rurais" sejam duas áreas autónomas no âmbito da prevenção e supressão de incêndios "e "constituir as duas componentes fundamentais de um sistema global que se designa de Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais". "A pretensão de proceder em simultâneo à defesa da floresta contra incêndios e à defesa de pessoas e de bens, dando naturalmente prioridade à segunda, implica frequentemente um enorme desajustamento de meios, objectivos e responsabilidades, causando desequilíbrios que afectam fortemente as duas componentes", lê-se no relatório.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Opinião Ver mais