Chega contra o fecho de cafés, restaurantes e comércio

Chega contra o fecho de cafés, restaurantes e comércio
Ana Bela Ferreira 09 de janeiro

Depois da reunião com o primeiro-ministro, André Ventura defende que especialistas expliquem se estes setores de atividade são ou não "focos de contágio". Se encerrarem, o Chega anuncia "a maior tragédia desde a II Guerra Mundial em termos de falências".

André Ventura reconheceu, depois da reunião com o primeiro-ministro, que "em cima da mesa está um novo confinamento geral, como no início da pandemia. Mas como dissemos ao primeiro-ministro já não estamos no início de uma nova pandemia, as pessoas estão cansadas face a estas medidas e há um certo alheamento. E a economia que estava a recuperar pode ficar comprometida."

"Há vários aspetos que nos separaram e um deles é o encerramento total dos cafés, restaurantes e eventualmente do pequeno comércio. Sem termos todos os dados que nos possam dizer que estes espaços são focos de contágio. O que sabemos é que estes negócios fizeram grande investimento para implementar medidas de segurança. Estamos a falar de um setor que já estava desgastado e podemos ter a maior tragédia desde a II Guerra Mundial em termos de falências e destruição de postos de trabalho", sublinhou aos jornalistas o líder do Chega.

O Chega defende que quer ouvir os especialistas sobre o contágio nos restaurantes, cafés e pequeno comércio. "Sabemos que este encerramento gera outras concentrações de pessoas, nomeadamente dentro de casa, o que tem sido também um grande foco de contágio", justificou André Ventura. "Fechar comércio, restauração e cafés não vai resolver o problema."

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais