Centro de controlo do SNS já investigou 509 médicos desde 2012

Centro de controlo do SNS já investigou 509 médicos desde 2012
Bruno Faria Lopes 24 de novembro de 2016

A máquina de combate à fraude na Saúde analisa dez milhões de documentos por mês, incluindo três milhões de receitas médicas em papel. A SÁBADO mostra-lhe como funciona um trabalho invisível para a maioria dos portugueses

É linha da frente no combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde: ao Centro de Controlo e Monitorização, que funciona na Maia e em Lisboa, vão parar todas as receitas com medicamentos comparticipados e exames médicos que são aviadas pelos portugueses. São dez milhões de documentos por mês, entre os quais cerca de três milhões de receitas em papel, analisadas uma a uma por mão humana antes de um escrutínio informático. Só a Associação Nacional de Farmácias envia dois camiões de papel para análise. O trabalho implica organizar e arrumar os documentos, para depois digitalizar e analisar com mais profundidade.

O Centro tem duas missões. A primeira: conferir as facturas enviadas pelas farmácias e outros prestadores ao Estado, um pouco como alguém que confere a conta num restaurante para ver se há erros. A segunda: combater a fraude no SNS, que o próprio ministro da pasta classifica como "endémica" ao sistema.

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