Bastidores: Os familiares discretos de Mário Soares

Bastidores: Os familiares discretos de Mário Soares
Rui Hortelão 01 de fevereiro de 2017

Numa carta inédita que a SÁBADO agora revela o pai Soares elogia o filho Mário e escreve também sobre Maria Barroso, referindo-se a ela como sua filha e fazendo questão de o assinalar num esclarecedor parêntesis: “Nunca foi nora”

Numa das cartas inéditas que a SÁBADO revela, nesta edição, João Lopes Soares refere-se assim ao filho Mário, que faleceu há um mês: "A minha alma forte, de antigo batalhador – sem um vislumbre de vaidade –, não se abateu nem esmorece com a injusta prisão daquele querido filho, que é todo o meu orgulho. Sobretudo pela nobreza do seu carácter e pelo seu inexcedível aprumo moral."

Anos antes, pai e filho já tinham partilhado a prisão do Aljube, por participarem em revoltas contra o regime em 1947. Na mesma carta a um amigo, "o antigo batalhador" – nos arquivos da PIDE na Torre do Tombo há mais ficheiros abertos sobre João Lopes Soares(45) do que sobre o filho Mário,(26) – escreve também sobre Maria Barroso, referindo-se a ela como sua filha e fazendo questão de assinalar isso mesmo num esclarecedor parêntesis: "Nunca foi nora."

O tema era delicado, mas não nos assustou. O padre João Carreira das Neves escreveu e Rita Ravasco ilustrou o ensaio sobre o número maldito da edição desta semana: 666 (págs. 11 a 13)

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