O presidente da Câmara garantiu que Aveiro continua a ser um município tranquilo.
O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda, reafirmou hoje a intenção do município em avançar com um projeto de videovigilância, mas assegurou que não quer transformar Aveiro na cidade do "Big Brother".
Ria de AveiroDR
"A Câmara de Aveiro vai investir na videovigilância, isso não há a mais pequena dúvida (...). Mas não vamos transformar Aveiro na cidade do Big Brother com câmaras por todo o lado, porque não vamos exagerar", disse o autarca.
Luís Souto Miranda falava durante o período antes da ordem do dia da reunião pública da autarquia em resposta ao vereador do Chega Diogo Machado que anunciou que irá exigir a inclusão de um projeto de videovigilância nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 "com dotação financeira própria, calendário de execução e responsabilidade política assumida pela câmara".
O presidente da Câmara comprometeu-se a dar andamento ao processo de videovigilância que foi iniciado pelo anterior executivo e disse que o assunto foi debatido durante uma reunião com o novo comandante distrital da PSP, ocorrida em dezembro passado, tendo sido analisada a possibilidade de avançar com a instalação de sistemas em locais considerados prioritários.
Luís Souto admitiu a existência de incidentes de segurança, mas garantiu que Aveiro continua a ser um município tranquilo, recusando que haja um "descontrolar da criminalidade ou criminalidade organizada ou violenta por si".
Na sua intervenção, o vereador do Chega Diogo Machado defendeu o investimento num sistema de videovigilância para dar resposta a "uma sensação de alguma insegurança" que disse existir, afirmando que os atos de vandalismo e assaltos ocorridos no concelho desde 2024 "têm vindo a intensificar-se, com particular incidência no centro urbano e na avenida Lourenço Peixinho".
Diogo Machado deu ainda o exemplo de outras cidades do país com a mesma dimensão de Aveiro, ou maiores, que já avançaram com um investimento sério em videovigilância urbana.
"Nenhuma destas cidades ficou menos livre. Em nenhum destes municípios se instalou o papão do Big Brother intrusivo ou abusivo. Ficaram, isso sim, mais seguras, mais previsíveis e mais capazes de prevenir o crime e quando tal não for possível, investigar e punir os criminosos", adiantou.
OP vereador avançou ainda com uma estimativa de um investimento entre os 700 mil euros um milhão de euros para um projeto com cerca de 200 câmaras e cobertura extensiva a todo o concelho, defendendo que este valor "é perfeitamente comportável e acomodável no orçamento municipal para 2026".
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