A secção portuguesa da organização fala em "bastonadas e força excessiva", instando o Governo a assegurar que o direito de manifestação seja protegido.
A Aministia Internacional está "profundamente preocupada" com as cargas policiais que se têm verificado nas manifestações em Portugal. A organização, que se foca em investigar e denunciar violações graves dos direitos humanos, faz referência a "bastonadas e força excessiva", prometendo contactar "com urgência" Luís Neves, o ministro da Administração Interna, para pedir explicações.
Imagens de uma noite difícil em Lisboa e no PortoLusa
“A resposta da polícia, com bastonadas e força excessiva, está a causar danos físicos e hospitalizações. Esta resposta é uma escolha. Pode, e tem de ser parada pelas autoridades portuguesas”, afirmou João Godinho Martins, diretor-executivo da Amnistia Internacional – Portugal, no site da organização.
A Amnistia Internacional contou com observadores na manifestação em Lisboa. "Continuamos a documentar e a manifestar preocupação com o uso excessivo da força pela polícia. Vamos contactar com urgência o Ministro da Administração Interna com a informação de que dispomos sobre violações de direitos humanos e instar à adoção imediata das medidas necessárias para garantir que o direito de manifestação é respeitado e facilitado”, adiantou.
João Godinho Martins acrescenta que a Amnistia Internacional "exige "que o Governo assegure a responsabilização da polícia pelo uso excessivo da força". "Continuaremos a pressionar nesse sentido, bem como pela defesa do direito de reunião pacífica em Portugal”, sublinhou.
“Instamos também as autoridades a responder e a dar resposta às preocupações em matéria de direitos económicos e sociais, nomeadamente à crise da habitação, que levam as pessoas a protestar. O Governo deve assegurar que o direito de manifestação é protegido”, concluiu.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.