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Alunos da FDUL falam de assédio, endogamia, avaliações subjetivas (e medo)

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 08 de abril de 2022 às 07:27

A SÁBADO publica quatro entrevistas a grupos de alunos da Faculdade de Direito de Lisboa, que estiveram na manifestação de ontem. Falam de assédio moral constante (sobretudo no primeiro ano), da endogamia que protege os professores e da subjectividade das notas, fatores que ampliam o medo de falar. Só um jovem aceitou dar o nome.

Foram chegando em grupos pequenos ao espaço em frente à reitoria da Universidade de Lisboa, ao lado da escola que nos últimos dias voltou a ser um foco mediático por más razões: a Faculdade de Direito de Lisboa (FDUL). Alguns levavam cartazes pintados à mão, de onde algumas jovens animadoras da manifestação, de megafone na mão, retiraram palavras de protesto: "Assédio abafado, abaixo o patriarcado!", "Senhor reitor, responsabilize por favor!", "Quem diria, assédio na academia!". Nas escadas da FDUL, um grupo de quatro alunas que saía das aulas olhou para a manifestação do outro lado da rua. "É ali. Vamos?". Houve uma breve pausa e uma das jovens acenou com a cabeça. "Vamos". E foram.

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