Autarquia de Ponta do Sol recruta entre os seus: contratou familiares da presidente e da vereadora e próximos do PS. Célia Pecegueiro assegura que os “métodos de seleção” são corretos.
Fátima Spínola Freitas é irmã de Victor Spínola Freitas, ex-líder do PS Madeira e ex-vice presidente da Assembleia Regional. Ora, o PS tem passado por tempos difíceis na ilha: perdeu a autarquia do Funchal em 2021, e dois anos depois, em 2023, encolheu significativamente a representação na Assembleia Legislativa Regional (passou de 19 para 11 lugares), com o respetivo emagrecimento de verbas para gabinetes e assessores. O que tem isto a ver com Fátima Spínola? É que a artista plástica seguiu o mesmo percurso que vários outros socialistas afetados por essa situação: encontrou emprego numa pequena câmara do PS, Ponta do Sol, que, por coincidência, é presidida pela sua cunhada Célia Pecegueiro, casada com Victor Freitas. A 17 de julho de 2023, foi “celebrado contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, com a candidata classificada em primeiro lugar Fátima José Spínola Freitas”, lê-se no despacho assinado pelo vice-presidente da câmara de Ponta do Sol. Fátima passou a técnica superior na “área de Apoio aos Órgãos e Biblioteca”. Pouco antes, tentara entrar noutro concurso da mesma autarquia, mas na área de organização e gestão de eventos, mas ficou classificada em sexto lugar.
A cunhada, a irmã e os amigos, todos a trabalhar para a câmara
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