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Mau tempo. Forças Armadas reforçam dispositivo no terreno com mais de 1.000 militares

No que toca a meios terrestres, as Forças Armadas têm 211 viaturas a operar e 23 máquinas de engenharia.

As Forças Armadas têm mais de mil militares empenhados no terreno para apoio direto à população, além de 211 viaturas e 12 equipamentos de comunicações de emergência, anunciou esta segunda-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Mulheres em formatura no exército
Mulheres em formatura no exército Paulo Calado/MediaLivre

De acordo com um comunicado do EMGFA, com dados referentes a domingo, estão empenhados 1090 militares no apoio direto às populações, valor que não inclui "o pessoal em alerta, nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos".

O último número disponibilizado pelas Forças Armadas fazia referência a 240 militares no terreno. No domingo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que nos próximos dias deverão estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.

No que toca a meios terrestres, as Forças Armadas têm 211 viaturas a operar e 23 máquinas de engenharia.

Foram disponibilizados 12 geradores para fornecimento de energia, o reforço ou disponibilidade de comunicações de emergência através de 12 equipamentos Starlink (satélites), e estão a operar 20 equipas para limpeza e cortes de árvores, das quais 12 com motosserras.

De acordo com o EMGFA, ainda existem 12 operações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias em curso, e estão duas equipas anfíbias em Coimbra e Tancos.

Um total de 150 pessoas está a ser apoiado no que toca a alojamento e alimentação e foram disponibilizados 80 sacos-cama. Segundo o comunicado, as Forças Armadas têm ainda disponibilidade para 1860 camas em 15 unidades militares e 1562 refeições por dia em diferentes unidades militares.

O EMGFA adianta ainda que, no que toca a apoios solicitados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e em preparação, estão 20 apoios em curso e 14 em processamento, que incluem "desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (Busca e Salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos, comunicações e alojamento e alimentação".

Adicionalmente, estão disponíveis seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea.

Neste comunicado, o EMGFA destaca também os trabalhos no município de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, no dia 01 de fevereiro, "que envolveram a colocação de lonas para reparação provisória de coberturas, com o objetivo de mitigar, de forma imediata, os danos provocados pela tempestade", bem como a instalação de módulos de comunicações para fornecer conectividade na Câmara Municipal e nas freguesias de Arega, Campelo e Aguda, "contribuindo para repor comunicações essenciais e melhorar a capacidade de coordenação no terreno".

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.