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Mau tempo: Chuva persistente vai continuar nos próximos dias sobretudo no Norte e Centro

Lusa 09 de fevereiro de 2026 às 14:51

Depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste.

A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.
Chuva intensa causou inundações Lusa
A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). "Não é uma situação extrema. O que identifica mais esta situação desta semana é a persistência da precipitação. Todos os dias vai chover e vai haver aqui períodos em que a chuva não para. Não é que seja forte sempre, mas não vai parar. Isto também, para a situação em que nos encontramos, [com excesso de acumulação de água] não vai facilitar", disse. Segundo Alexandra Fonseca, estas condições de chuva persistente, com períodos de acalmia e períodos com mais intensidade, verificar-se-ão sobretudo no Norte e no Centro do continente, mas não tanto na região Sul, onde começa a verificar-se alguma influência do anticiclone dos Açores. "Apesar de ainda estar longe, já conseguimos aperceber-nos de uma aproximação do anticiclone dos Açores, que durante esta semana tem aqui alguma influência no estado do tempo da região sul. A precipitação que aí acontecer será mais fraca e menos persistente, ao contrário do resto do país", explicou. Depois de um pico de precipitação, com avisos amarelos emitidos, depois das 15:00 de hoje está previsto "um período de acalmia", com um "novo período de intensificação na precipitação a partir da meia-noite". Para terça-feira o estado do tempo merecerá "um pouco mais de atenção", com um "aviso laranja emitido a partir das 06:00 para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu". "É um aviso laranja também por persistência e, a partir das 18:00 [de terça-feira], espera-se que haja um novo desagravamento e um novo agravamento só a partir de quarta-feira", disse.
Na quarta-feira é esperada precipitação e "a intensificação do vento". "No entanto, será um episódio de vento normal para o inverno, com rajadas fortes, em especial nas terras altas, e poderá haver aviso de amarelo nesse dia", explicou. A meteorologista afirmou que, apesar do estado do tempo chuvoso, "não há critérios para o IPMA nomear tempestades", embora os meteorologistas espanhóis e franceses possam ter necessidade de nomear alguma, uma vez que "as tempestades já estão mais a norte e poderão afetar os seus territórios". Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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