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Governo pede "desculpa" a alunos e famílias pelo caos nos exames nacionais

Diogo Barreto 18 de julho de 2026 às 21:37

O Ministério da Educação assegura ainda que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior devido aos atrasos.

O Ministério da Educação lamentou os transtornos causados pela situação envolvendo as notas dos exames e assegura que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior pela situação caótica que envolveu a fase de exames deste ano. 

Fernando Alexandre disse que as classificações prontas para distribuir às escolas MIGUEL A. LOPES/LUSA_EPA

Depois de uma reunião com representantes do Conselho das Escolas, das associações de diretores e de dirigentes escolares, o Ministério da Educação emitiu um comunicado onde fornece explicações sobre as notas em “suspenso” lamenta o que se passou esta semana com os resultados dos exames nacionais. “O Ministério da Educação, Ciência e Inovação lamenta os atrasos e os constrangimentos verificados e expressa desculpas aos alunos, às famílias, aos professores e às escolas pelos transtornos causados”, lê-se no comunicado.

Ainda no mesmo comunicado, o Governo deixa uma palavra de agradecimento aos diretores, aos professores e aos técnicos envolvidos neste processo. O gabinete de Fernando Alexandre reconhece a "dedicação, empenho e sentido de missão demonstrados, colocando o interesse dos alunos e das famílias em primeiro lugar". Esta sexta-feira muitas escolas ficaram abertas até mais tarde e algumas abriram este sábado para que os alunos pudessem consultar as notas. 

Sobre as notas "suspensas" dos alunos, o Governo explica que “no momento de extração dos resultados apareceram nas pautas com a menção ‘suspenso’ ou com números negativos, quando existe uma classificação atribuída". "As escolas estão a proceder à atualização das pautas e das plataformas de disponibilização dos resultados a alunos e encarregados de educação”, lê-se na nota enviada às redações.

O comunicado do ministério da Educação informa ainda que toda os alunos que têm as notas suspensas vão ver o problema resolvido ainda este sábado: “O EduQA informará ainda hoje as escolas sobre as classificações que permanecem com a menção ‘suspenso’ e cuja resolução carece de informação adicional por parte dos estabelecimentos de ensino, tendo em vista a sua resolução definitiva”, pode ler-se no comunicado.

O MECI explica também que a menção “suspenso” foi para prevenir erros que prejudicassem os alunos, e diz que os alunos que pedirem a reapreciação da sua prova poderão usá-la na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, tal como está previsto.

O ministério tutelado por Fernando Alexandre acrescenta que a inscrição para a 2.ª fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário é realizada, como habitualmente, de forma online e que o prazo de inscrição termina na segunda-feira.

E diz que está ativa desde a manhã de hoje a versão final da plataforma que permite a disponibilização das provas em formato PDF, com a respetiva classificação item a item, “tendo as escolas recebido instruções tendo em vista o seu envio aos alunos ou encarregados de educação”.

“Este acesso, disponibilizado pela primeira vez nos Exames Nacionais, de forma gratuita, assegura que os alunos podem verificar todos os seus exames, confirmar se as suas respostas foram classificadas e conhecer a avaliação por item. Esta medida visa garantir total transparência no processo de avaliação externa das aprendizagens”, enfatiza o MECI no comunicado. “O Ministério da Educação, Ciência e Inovação assegura que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior por motivos não imputáveis ao próprio”, assegurou o ministério liderado por Fernando Alexandre e que tem estado debaixo de fogo ao longo da última semana.

Fernando Alexandre e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, reuniram-se na tarde de hoje com o Conselho das Escolas, com a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), com a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), com a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) e com a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) para um ponto de situação.

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