Decisão sobre fase instrutória do processo e-toupeira adiada
Estava marcada para hoje, às 14h30. É o segundo adiamento. A SAD do Benfica, o seu antigo assessor jurídico Paulo Gonçalves e dois funcionários judiciais saberão se vão a julgamento.
A SAD doBenfica, o seu antigo assessor jurídicoPaulo Gonçalvese dois funcionários judiciais saberão só esta sexta-feira se vão a julgamento no âmbito do processo 'e-toupeira', após um segundo adiamento.
A leitura da decisão estava marcada para hoje, às 14h30. O prazo de hoje já tinha resultado de um adiamento - a primeira data avançada tinha sido 13 de Dezembro.
Não foi apenas uma mesa oval que dividiu o Ministério Público e os advogados de defesa no debate instrutório do processo E-Toupeira desta segunda-feira: também foi a forma como se contou a história. Se para o procurador Valter Alves, autor da acusação do caso, "dificilmente nos casos de corrupção a prova colhida é tão vasta e cristalina", para a defesa só há provas de uma amizade.
Válter Alves, responsável pela acusação deste processo, reiterou a tese de uma "teia de interesses e de contrapartidas que havia entre os arguidos", acrescentando que a fase de instrução serviu, essencialmente, "para demonstrar a hipotética normalidade das ofertas".
A instrução, fase facultativa, que visa decidir por um JIC se o processo segue e em que moldes para julgamento, foi requerida pelos quatro arguidos.
A defesa da SAD do Benfica alegou, por seu lado, que a fase de instrução reforçou a falta de indícios já verificada no inquérito, razão pela qual pediu que a sua constituinte não seja levada a julgamento. Rui Patrício, um dos advogados da SAD 'encarnada', disse que a "prova produzida na instrução logrou reforçar os indícios (falta de indícios do inquérito)".
Segundo a acusação do MP, Paulo Gonçalves, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da SAD, solicitou a funcionários judiciais que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e 'merchandising'.
A acusação do MP considera que o presidente da Benfica SAD, Luís Filipe Vieira, teve conhecimento e autorizou a entrega de benefícios aos dois funcionários judiciais, por parte de Paulo Gonçalves, a troco de informações sobre processos em segredo de justiça, envolvendo o Benfica, mas também clubes rivais.
A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79. O MP acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.
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