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Crimes de ódio com aumento de cerca de 6% em 2025, adianta ministra da Justiça

Lusa 31 de março de 2026 às 17:16

Rita Alarcão Júdice, que disse condenar todos os crimes de ódio, adiantou os dados do RASI, que apontam para "um aumento de cerca de 6%" de crimes de ódio.

Os crimes de ódio cresceram 6% em 2025 em Portugal, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), adiantou esta terça-feira a ministra da Justiça no parlamento.

Rita Alarcão Júdice fala sobre incidentes nos tribunais administrativos e fiscais MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Em resposta a questões da deputada Cristina Rodrigues, do Chega, que evocou exemplos do Reino Unido que considerou serem um caminho de criminalização de convicções políticas, e que recordou ainda o caso do detido na manifestação Marcha Pela Vida, contra o aborto, após ter atirado um engenho incendiário ('cocktail molotov') contra os manifestantes, Rita Alarcão Júdice, que disse condenar todos os crimes de ódio, adiantou os dados do RASI, que apontam para "um aumento de cerca de 6%" de crimes de ódio.

"Um discurso polarizador, extremado e populista só leva a um aumento deste tipo de crimes e o Governo está empenhado também em combater este tipo de discurso", disse a ministra da Justiça, questionada por Cristina Rodrigues sobre como pretende proteger a liberdade de expressão e combater os crimes de ódio, no decurso da audição regimental parlamentar da equipa do Ministério da Justiça.

Perante a resposta, a deputada Cristina Rodrigues acusou Rita Alarcão Júdice de estar "alinhada em ilegalizar o discurso político". "Isso parece-nos grave", afirmou a deputada do Chega.

Ainda questionada sobre as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, num inquérito que visa declarações do presidente eleito pelo Chega, Rui Cristina, numa reunião da Assembleia Municipal, em que recusou construção de habitação para a comunidade cigana, e sobre as buscas terem levado à apreensão de gravações que estavam disponíveis 'online', a ministra recusou comentar casos concretos.

Disse, no entanto, que "todos os políticos" devem ter "um papel de consciência" na forma como comunicam e devem "dar o exemplo" perante quem os elege.

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