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Apresentações periódicas para homem que atirou 'cocktail molotov' em manifestação

Lusa 23 de março de 2026 às 19:12

O agressor, um homem de 39 anos, atirou um engenho incendiário, que acabou por não deflagar, em direção dos manifestantes da Marcha Pela Vida.

Lisboa, 23 mar 2026 (Lusa) -- O homem detido por ter atirado um 'cocktail molotov' no decurso da Marcha Pela Vida, no sábado, em Lisboa, ficou esta segunda-feira sujeito a apresentações periódicas e proibição de frequentar o local do incidente, adiantou à Lusa fonte policial.

Manifestantes protestam durante a Marcha pela Vida ANTÓNIO PEDRO SANTOS/ LUSA

"Depois de presente junto à autoridade judiciária competente, foi determinada a medida de coação de apresentações diárias e proibição de frequentar o local da prática dos factos", segundo a mesma fonte policial.

A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes.

O agressor - um homem de 39 anos - foi de imediato detido no local pela PSP.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava no protesto, aproximou-se do local e "arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção das pessoas presentes".

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relatou, num comunicado divulgado no domingo, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

"O suspeito foi detido pela PSP, tendo sido posteriormente conduzido às instalações policiais, com o objetivo de ser presente à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas", segundo o comunicado.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou no domingo o incidente, que classificou como uma demonstração de "extremismo violento", e elogiou a "pronta intervenção da PSP".

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