Seja bem vindo ao País das (muitas) imprudências
Se a reforma é digital, o mínimo que se espera é que a tecnologia colabore. E um plano para gerir a crise depois de ela se instalar não é contingência, é improviso.
Se a reforma é digital, o mínimo que se espera é que a tecnologia colabore. E um plano para gerir a crise depois de ela se instalar não é contingência, é improviso.
Momentos antes da intervenção de Isabel Mendes Lopes, o porta-voz cessante do Livre, Rui Tavares, aproveitou do seu tempo para falar sobre a importância do cooperativismo.
Mais de um ano depois do surgimento do caso Spinumviva, eis que o tema volta à baila: desta vez, o primeiro-ministro decidiu apresentar um segundo recurso para evitar a divulgação dos serviços prestados pela empresa aos clientes, assim como o saldo das contas bancárias.
Desde 7 de março de 2024 até ao final de 2025 a entidade recebeu 8.620 declarações de rendimentos, património, interesses, incompatabilidades e impedimentos.
Primeiro-ministro esclareceu ainda que "a interação com a Entidade para a Transparência ainda está a decorrer" mas que decorre nos termos previstos.
"Não estamos perante a intenção de esconder o que quer que seja mas tão só de esclarecer uma questão jurídica", apontou o Gabinete do primeiro-ministro.
A EpT "iniciou as diligências" para que fiquem disponíveis "todos os elementos solicitados" na declaração única do primeiro-ministro.
A Castros Iluminações é um negócio centenário de uma das famílias mais conhecidas de Espinho. Os irmãos Jorge e Tozé andavam na escola com os Violas, almoçavam com autarcas e envolviam-se na Igreja (e em escolas do Opus Dei). Agora há contratos suspeitos de viciação.
Acórdão do Tribunal Constitucional disse que lista de clientes da antiga empresa do primeiro-ministro deve ser pública. Mas lista pode demorar a ser tornada pública.
Marcelo Rebelo de Sousa considera que "é mesmo urgente promulgar e publicar o presente diploma para evitar vazios legais" e regista que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "não participou na deliberação, como tinha anunciado".
O Governo decidiu prolongar os prazos das concessões devido à demora na conclusão dos concursos internacionais.
Até ao último dia do ano os operadores interessados na concessão dos cinco casinos em Portugal terão de entregar as respetivas propostas financeiras.
Foi a transparência forçada, que Montenegro não quis, que lhe permitiu (talvez com propósito?) reforçar-se em eleições e ainda vir agora armar-se em vítima – por isso não vale a pena vir queixar-se num tom que teve mais de emotivo do que de racional
Ministério Público "concluiu não existir notícia da prática de ilícito criminal".
“Estava tudo à vista” quando o ex-primeiro-ministro foi eleito e reeleito e escreveu um livro a demonstrá-lo. Garante que não está obcecado com ele – o País é que não pensa o suficiente no caso Sócrates e mantém o padrão do deixar passar, até com o atual primeiro-ministro. Fez o retrato de uma “personagem fascinante” que – esqueçam Ventura – pôs mesmo em causa o Estado de direito. O PS fez-se cego e ainda há socráticos por aí. “Deixa-me embasbacado.”