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Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo.
Como padrão relativamente estável de formas de pensar, sentir e agir que diferencia cada pessoa, o tema da personalidade tem sido alvo de muito interesse. Uma das expressões desse interesse é o debate sobre se a personalidade muda ao longo da vida. Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo e um olhar integrativo sobre este assunto, que tem em conta vários níveis (traços, adaptações, narrativas), revela que a personalidade não é um destino traçado, mas um caminho em construção.
No primeiro nível, os traços de personalidade — como a abertura à experiência, a amabilidade, a extroversão, o neuroticismo ou a conscienciosidade — tendem, de facto, a uma relativa estabilidade, sobretudo após o início da idade adulta. Contudo, mesmo estes podem apresentar mudanças. Estudos que acompanham as pessoas ao longo do tempo mostram tendências médias para que os adultos se tornem mais estáveis emocionalmente, amáveis ou responsáveis, conforme lidam com transições de vida e tarefas sociais. Estamos a falar de médias, com tudo o que isso significa, naturalmente. Mas estes padrões mostram-nos como a experiência molda o comportamento, ainda que isso possa acontecer sobre uma base relativamente consistente.
No segundo nível, a mudança é mais pronunciada. À medida que envelhecemos, os nossos objetivos, motivações e planos transformam-se, também em resposta aos contextos e às exigências sociais de cada fase da vida. Por exemplo, a estabilidade e o legado podem ser mais valorizados por adultos mais velhos, ao passo que os adultos mais jovens podem valorizar mais a exploração do meio e o desenvolvimento pessoal.
No terceiro nível corresponde ao componente mais dinâmico da personalidade: a identidade narrativa. Trata-se da história que contamos sobre nós mesmos, a forma como organizamos as nossas memórias, as experiências e os projetos de vida para atribuir sentido à existência. Esta narrativa está em constante construção e reconstrução. Mudamos a forma como interpretamos o passado, reformulamos o presente e projetamos o futuro. E, com isso, mudamos também quem acreditamos ser.
Em suma, a resposta à pergunta “as pessoas mudam?” é um sim, mas. A construção da nossa personalidade envolve elementos consistentes e duradouros, que oferecem coesão e previsibilidade. Porém, também inclui processos flexíveis e abertos à mudança, moldados por acontecimentos de vida, relações sociais e até pela própria reflexão sobre o que vivemos e o que somos. Reconhecer essa dualidade entre estabilidade e transformação é essencial, desde logo para a intervenção psicológica. Ao aceitarmos essa possibilidade de reorganização, abrimos espaço para o crescimento pessoal, para a superação e para o desenvolvimento contínuo ao longo da vida.
Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo.
A questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
É nestas ocasiões que os primeiros socorros psicológicos têm muito valor, avaliando a condição de cada pessoa e as suas necessidades imediatas, evitando que as pessoas se desorganizem e promovendo maior funcionalidade.
Ser anti qualquer coisa é uma tática conhecida e a mobilização é frequentemente superior quando há circunstâncias de contexto que favorecem o ressentimento, a zanga ou a revolta. Se estamos zangados com algo, estamos mais ativados e propensos para certo comportamento.
Na verdade, brincar – especialmente sem a mediação de ecrãs – não é somente uma questão de lazer. O papel do brincar no desenvolvimento humano está amplamente demonstrado.
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