A questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
A ideia de que “os opostos se atraem” nas relações interpessoais e particularmente nas relações românticas é muito comum na cultura popular. A ciência tem mostrado que, no mínimo, a realidade é mais complexa e que aquela ideia poderá ser mesmo um mito. Por exemplo, uma meta-análise publicada na Nature Human Behaviour revela que os casais tendem a ser surpreendentemente semelhantes em diversas questões, como as opiniões políticas, o nível de qualificação, os hábitos de consumo e até padrões de comportamento.
Mais do que uma coincidência, estas semelhanças parecem ser fruto de uma espécie de construção de nicho, como revelam outros estudos. Isto é, tendemo-nos a envolver ou escolher parceiros (e mesmo amigos) que têm semelhanças connosco. Esta escolha inicial e reforçada ao longo do tempo pode ser explicada por fatores como a partilha de contextos sociais, culturais e educativos, que facilitam o encontro entre pessoas com valores e hábitos alinhados.
Evidentemente, isto não quer dizer que seja sempre assim ou que essas regras estejam escritas em pedra – a vantagem da ciência é justamente podermos evoluir pelo teste das teorias. Mas trata-se de resultados que têm sido encontrados e configuram padrões. E a questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
Num tempo em que se debate a diversidade e a complementaridade, estes dados levantam questões pertinentes sobre o que realmente sustenta um relacionamento duradouro. A resposta parece passar pela ideia da partilha de um terreno comum. Depois das montras decoradas com corações e propostas de jantares românticos, típicas do passado dia de São Valentim, mas também pensando no mundo polarizado em que vivemos, fica a reflexão: pelos vistos, tanto na vida social e política, como na pessoal, criar e preservar um terreno comum e de partilha continua a ser a questão essencial.
A exposição continuada ao ruído do trânsito, de obras, da vizinhança ou dos aviões, como se verifica ostensivamente em cidades como Lisboa, é um stressor ambiental crónico, que ativa o sistema de resposta do organismo, levando à libertação prolongada de cortisol e a estados persistentes de alerta.
Os adolescentes - e os adultos - estão demasiado tempo no ecrã? Sim, estão. Mas normalmente, quando têm alternativas mais interessantes para fazer, escolhem-nas. Talvez o desafio social que temos não seja apenas o de regular tempos de ecrãs, mas também o de criar uma cultura em que as pessoas se mexem
A experiência da Ordem dos Psicólogos (OPP) mostra que a nova lei veio sobretudo criar mais camadas burocráticas, novas regulamentações e, na prática, introduzir complexidade e entropia. Isso está cada vez mais evidente em várias esferas, incluindo no que se passa ao nível do tal acesso que era preciso melhorar.
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