Vitória histórica de Joe Biden, post mortem
Paulo Batista Ramos
14 de novembro de 2020

Vitória histórica de Joe Biden, post mortem

O sistema eleitoral norte-americano é observado como o mais democrático do mundo. Através dele são eleitos mais cargos públicos do que em qualquer outro país.


Porque as eleições para a presidência norte-americana, de acordo com a Constituição dos Estados Unidos, terão lugar apenas no dia 14 de dezembro, este será um bom momento para realizar uma análise à vitória histórica de Joe Biden, baseada nas preferências e projeções dos votos populares. Estando cientes que até ao meio-dia do dia 20 de janeiro de 2021 Donald Trump será sempre o Presidente dos EUA (POTUS).

Convém salientar que a análise geopolítica não é uma questão de perspicácia, intuição ou faro. Um dos critérios fundamentais para a praticar é realizar uma autópsia com intuito de encontrar erros, lacunas ou ângulos mortos na análise realizada. Afinal, tal exercício consiste em efetuar uma autocritica no sentido de um autoaperfeiçoamento consciente e constante.

Pugno que a análise geopolítica é uma forma de pensar, pesquisar e recolher dados e informação, acompanhada com uma atualização permanente das lentes através das quais observamos o mundo. Eu, por exemplo, sou um otimista cauteloso, em detrimento do pessimista não conformista (Ramos, Caminhos para a Democracia em África, 1998, PUP, p. 69).

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