Ao camarada Pablo Iglesias juntaram-se Javier Sánchez (Podemos) e Gerardo Pisarello (Sumar), que também preferiram voar a ser navegados.
Foi numa flotilha com asas. De avião, aí, não, assim a espera fica mais confortável. Qual embarcação, qual o quê, homem. Flotilha Boeing. Os fundadores do Podemos podem desfrutar no mar, coitadinhos, atenção ao Gregório, e além de tudo, o oceano atravessado primeira em classe sabe tão bem, ou melhor, do que um mojito bem aviado de rum e hortelã. Pablo Iglesias, possivelmente primo ideológico da esquerda radical de Mariana Mortágua e de Sofia Aparício, já nos habituou à contradição que é o seu discurso populista pautado com a ladainha da defesa da classe trabalhadora e a vidinha de burguês, a sua. Pode arregaçar mangas e calçar botinhas ao estilo ortopédico. Engana unicamente os tontos. Tão preocupado com a crise económica, tão preocupado com a habitação, em 2018, a preocupação passou-lhe e comprou um chalé por 600 mil euros. Chalé. Meio milhão e cem mil euros. Com uma bela piscina, em Galapagar, sem recorrer a empréstimos. Nada contra, era o que faltava, compre o Retiro e todos os quadros de Goya e de Velásquez no Prado, não altera a conclusão: o paleio de Pablo choca de frente com a sua vida. Em Havana foi instalado um hotel com constelação milionária. Regalias por conta da revolução de 1959. Passeios turísticos, refeições, dormida. Pensão completa. Turismo pautado pela miséria dos cubanos. Tenham vergonha. Não tiveram. Ao camarada Pablo Iglesias juntaram-se Javier Sánchez (Podemos) e Gerardo Pisarello (Sumar), que também preferiram voar a ser navegados. O trio, que se mostra sempre na primeira linha da liberdade e maravilhas afins, encontrou-se com o líder autoritário do regime caribenho, Miguel Díaz-Canel. Batidas nas costas, apertos de mãos. Que horror. Com direito a uma entrevista que não é entrevista nenhuma, mas coisa feia encomendada. Ide ver no YouTube Pablo Iglesias de mangas até ao cotovelo com o presidente ditador que nunca conheceu eleições.
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